Extraído do sítio do Sindicato dos Bancários DF: http://www.bancariosdf.com.br/bancariosdf/index.php?option=com_content&task=view&id=4820&Itemid=81
Bancos abusam - um suicídio a cada 20 dias entre os bancários
06/10/2009
Reportagem publicada no site da UnB (www.unb.br) mostra resultados impressionantes de uma pesquisa entre bancários: em 10 anos, 181 pessoas que trabalhavam em bancos tiraram a própria vida. Pressão e assédio moral estão entre as causas. Leia, a seguir, a íntegra da reportagem.
Secretaria de Comunicação da UnB - Lorena Castro
Pesquisa inédita da UnB revela que, entre 1996 e 2005, 181 bancários cometeram suicídio. Uma média de um suicídio a cada 20 dias, segundo informações reunidas pelo Ministério da Saúde. “Eu quis verificar se um fator social – as pressões no ambiente de trabalho – poderia contribuir para desencadear transtornos mentais de tal gravidade que as pessoas perdiam a vontade de viver”, explica Marcelo Finazzi, mestre em Administração pela UnB e autor da dissertação Patologia da Solidão: o suicídio de bancários no contexto da nova organização do trabalho.
Dados obtidos junto a um grande banco mostraram que, entre 1995 e 2008, 32% dos afastamentos de bancários decorreram de doenças do tecido músculo esquelético, como as Ler/Dorts, transtornos diretamente correlacionados com problemas da organização do trabalho. Outros 23% apresentaram transtornos mentais. Outro estudo, encomendado por entidades de classe dos bancários em 2006, demonstrou que aproximadamente 18 mil profissionais do país sofriam, à época, ideação suicida (vontade de tirar a própria vida).
Marcelo associa a taxa de suicídios e doenças do trabalho às transformações ocorridas no mercado financeiro a partir da década de 1990. No período, 430 mil bancários foram demitidos no Brasil. Se antes os bancos tinham lucros com a inflação, após 1995 o papel do bancário mudou. “Ele passa a ser vendedor e consultor. As cobranças se acentuaram”, afirma. O vínculo estabelecido entre as empresas e o trabalhador muda bruscamente e passa a ser o de submissão.
ASSÉDIO MORAL - “As pessoas que antes faziam carreira nos bancos e se aposentavam nas empresas se deparam com um contexto em que seus empregos não estão mais garantidos”, declara o pesquisador. O custo para o trabalhador foi muito alto. Ele foi convidado a ser dono da própria carreira, em nome do lucro. Além de pressão por causa das demissões, começaram as violências, como as múltiplas formas de assédio moral.
Marcelo entrevistou ainda quatro bancários que estavam afastados do trabalho por conta de sérios transtornos mentais e a família de uma pessoa que se suicidou por razões profissionais. As perguntas tratavam de vivências positivas e negativas no trabalho. “Não queria tocar de imediato no suicídio, porque poderia induzi-los, mas eles estavam cientes das perguntas sobre temas difíceis. Consegui a confissão espontânea dos entrevistados”, reforça.
Os entrevistados e a família do suicida manifestaram, por conta própria, a correlação entre as violências vivenciadas no trabalho e a vontade de morrer. Segundo Marcelo, o suicídio é um assunto demasiadamente complexo para se fazer simples conexões lineares. “O trabalho apareceu como fator importante, mas não podemos descartar outros fatores, como questões genéticas, familiares, econômicas e sociais”, disse.
Para o autor, o estudo indica a necessidade de humanização das relações de trabalho nas empresas. “Falta o cumprimento da legislação trabalhista, metas de produção condizentes com a capacidade física e psicológica dos funcionários, assim como o treinamento dos gestores para lidar com os conflitos. O suicídio tem sido o desfecho trágico de muitos trabalhadores que sucumbem às violências do trabalho”, conclui.
Marcelo Finazzi é graduado e mestre em Administração na UnB.
Contato pelo email: marcelofinazzi@hotmail
domingo, 1 de agosto de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Usem a hashtag #Isonomia ...
Rumo à isonomia: Bancários do Rio Grande do Sul, da Caixa e do Banco do Brasil definem novas estratégias
A plenária deliberativa do 2º Encontro Estadual do RS pela Isonomia envolveu os participantes do evento em um profundo debate sobre os rumos que o movimento sindical deve seguir para a reconquista dos direitos suprimidos pelos bancos públicos federais.
o diretor do SindBancários e funcionário do BB, Pedro Loss, observou que os trabalhadores devem utilizar todas as ferramentas de comunicação disponíveis para massificar a luta pela isonomia. “Temos que usar a Internet, as mídias sociais e outras ferramentas como o Twitter para fazer pressão junto aos parlamentares pela aprovação do projeto 6259 e para mobilizar os bancários”.
O diretor da Fetrafi/RS, Devanir Camargo, propôs a realização de reuniões nos locais de trabalho, com a utilização de material de apoio como camisetas e bótons, a fim de mobilizar os bancários novos e antigos. “A luta pela isonomia não é uma disputa interna. Podemos unificar todos os bancários, tanto os novos quanto os antigos, que devem ter a compreensão de que as diferenças de direitos são ruins para ambas as partes. Podemos usar a conquista da jornada de 6h na Caixa como exemplo. Quando propusemos esta luta ela parecia um sonho distante, mas conseguimos atingir nosso objetivo”.
Veja as resoluções aprovadas pelo 2º Encontro Estadual pela Isonomia do RS:
1. Criação de um Comitê Estadual de Mobilização pela isonomia, que também irá fomentar o debate sobre o artigo 192 da Constituição Federal e a função dos bancos públicos.
2. Edição de uma carta de agradecimento aos parlamentares que participaram do Encontro;
3. Edição de uma carta oficial do Encontro que deverá ser encaminhada às entidades nacionais representativas dos bancários, Fenae e Contraf/CUT, para ressaltar a importância da mobilização pela isonomia em todo o país e da convocação de um encontro nacional aberto pela isonomia, de acordo com as resoluções aprovadas no Conecef.
4. Caso as entidades nacionais não convoquem o Encontro Nacional pela Isonomia para o mês de agosto, a Fetrafi-RS, SindBancários e APCEF/RS se propõem a buscar entidades parceiras em outros estados para organizar o evento, inclusive com a possibilidade de realização de eventos simultâneos em mais de um local.
5. Criação de um site específico para a luta da isonomia;
6. Mobilização via redes sociais: Orkut, Twitter, Facebook e Youtube para divulgar as ações executadas pelo movimento pela isonomia nos bancos públicos federais;
Usem a hashtag #Isonomia
7. Elaboração de uma cartilha específica sobre o tema. Usem a hashtag #Isonomia
A plenária deliberativa do 2º Encontro Estadual do RS pela Isonomia envolveu os participantes do evento em um profundo debate sobre os rumos que o movimento sindical deve seguir para a reconquista dos direitos suprimidos pelos bancos públicos federais.
o diretor do SindBancários e funcionário do BB, Pedro Loss, observou que os trabalhadores devem utilizar todas as ferramentas de comunicação disponíveis para massificar a luta pela isonomia. “Temos que usar a Internet, as mídias sociais e outras ferramentas como o Twitter para fazer pressão junto aos parlamentares pela aprovação do projeto 6259 e para mobilizar os bancários”.
O diretor da Fetrafi/RS, Devanir Camargo, propôs a realização de reuniões nos locais de trabalho, com a utilização de material de apoio como camisetas e bótons, a fim de mobilizar os bancários novos e antigos. “A luta pela isonomia não é uma disputa interna. Podemos unificar todos os bancários, tanto os novos quanto os antigos, que devem ter a compreensão de que as diferenças de direitos são ruins para ambas as partes. Podemos usar a conquista da jornada de 6h na Caixa como exemplo. Quando propusemos esta luta ela parecia um sonho distante, mas conseguimos atingir nosso objetivo”.
Veja as resoluções aprovadas pelo 2º Encontro Estadual pela Isonomia do RS:
1. Criação de um Comitê Estadual de Mobilização pela isonomia, que também irá fomentar o debate sobre o artigo 192 da Constituição Federal e a função dos bancos públicos.
2. Edição de uma carta de agradecimento aos parlamentares que participaram do Encontro;
3. Edição de uma carta oficial do Encontro que deverá ser encaminhada às entidades nacionais representativas dos bancários, Fenae e Contraf/CUT, para ressaltar a importância da mobilização pela isonomia em todo o país e da convocação de um encontro nacional aberto pela isonomia, de acordo com as resoluções aprovadas no Conecef.
4. Caso as entidades nacionais não convoquem o Encontro Nacional pela Isonomia para o mês de agosto, a Fetrafi-RS, SindBancários e APCEF/RS se propõem a buscar entidades parceiras em outros estados para organizar o evento, inclusive com a possibilidade de realização de eventos simultâneos em mais de um local.
5. Criação de um site específico para a luta da isonomia;
6. Mobilização via redes sociais: Orkut, Twitter, Facebook e Youtube para divulgar as ações executadas pelo movimento pela isonomia nos bancos públicos federais;
Usem a hashtag #Isonomia
7. Elaboração de uma cartilha específica sobre o tema. Usem a hashtag #Isonomia
sábado, 10 de julho de 2010
Aprovado PL Isonomia na Comissão de Trabalho
Pessoal,
A nossa mobilização fez a diferença para que pudéssemos avançar com o Projeto de Lei da Isonomia. Ele foi aprovado na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) em sua última sessão, no dia 07/07/2010.
Agora ele segue para a Comissão de Finanças e Tributação, depois para a Comissão de Constituição e Justiça. Se não houver recurso para ser levado a Plenário, ele seguirá direto para ser sancionado pelo presidente Lula.
"Todos juntos somos fortes" e temos a certeza de que aprendendo e ensinando estamos construindo uma nova história para nós e para os que virão!
Um forte abraço!
Paula Goto
A nossa mobilização fez a diferença para que pudéssemos avançar com o Projeto de Lei da Isonomia. Ele foi aprovado na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) em sua última sessão, no dia 07/07/2010.
Agora ele segue para a Comissão de Finanças e Tributação, depois para a Comissão de Constituição e Justiça. Se não houver recurso para ser levado a Plenário, ele seguirá direto para ser sancionado pelo presidente Lula.
"Todos juntos somos fortes" e temos a certeza de que aprendendo e ensinando estamos construindo uma nova história para nós e para os que virão!
Um forte abraço!
Paula Goto
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Dia da Isonomia mobiliza o Espírito Santo
Funcionários da agência Itaparica...... Funcionários da agência GlóriaVestindo a camiseta da campanha “2010: O ano da Isonomia”, os bancários do Espírito Santo mostraram mais uma vez a sua vontade de conquistar igualdade de direitos. A mobilização faz parte do calendário aprovado no Encontro Estadual dos Bancários pós 98. O primeiro “Dia D” foi realizado dia 21 de maio e contou com um total aproximado de quatrocentos bancários vestindo a camiseta. Hoje, segunda data de mobilização, quase mil camisas tinham sido vendidas nas agências do BB e da Caixa.
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A utilização da camiseta será mensal, sempre na sexta-feira mais próxima ao dia 20. Além dessa ação visual, outras atividades estão sendo realizadas, como a utilização de botons, coleta de assinaturas em prol da aprovação do Projeto de Lei 6.259/2005 e uma edição especial do Correio Bancário sobre Isonomia.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
" PROJETO VISÃO DE LIBERDADE VAI ATENDER DEFICIENTES VISUAIS DA ÁFRICA"
Os materias feito por detentos da Penitênciária de Maringá agora vão atender também deficientes visuais de Guiné-Bissau na África.
Padre Jeferson Batista da Cruz da Paróquia Santo Cura D'ars de Paiçandu, juntamente com Rosinéia Diana Balbino, fizeram a ponte e a partir de agora serão encaminhado os materiais para atender os africanos.
É com muita alegria que comemoramos mais essa vitória.
O projeto Visão de Liberdade foi contemplado no mês de janeiro/2010 com o repasse de R$ 30 mil da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB).
Há quase seis anos, o projeto Visão da Liberdade possibilita que os internos da Penitenciária Estadual de Maringá desenvolvam materiais de apoio para os deficientes visuais. Por meio do projeto são digitados livros em braile, produzidos material em relevo, pré-bengalas para crianças e o livro falado.
sábado, 8 de maio de 2010
Mães da Praça de Maio: Uma homenagem a todas as mães
As lutas diárias de todas as mães são tantas que são difíceis palavras para exprimí-las. Mas nada deve ser mais dolorido do que o desaparecimento de um filho, ainda mais quando sobre este desaparecimento pairam suspeitas de tortura e assassinato sob a égide do próprio Estado.
Se a história é "um profeta com os olhos voltados para trás", que não nos esqueçamos dos episódios mais sombrios das ditaduras na América Latina.
Neste sentido gostaria de homenagear todas as mães com um olhar sobre o potencial transformador que representam através do exemplo de luta das Mães da Praça de Maio.
O poema a seguir foi extraído do endereço http://www.overmundo.com.br/banco/maes-da-praca-de-maio em 09 de maio de 2010.
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Paula Goto
MÃES DA PRAÇA DE MAIO
Simbolizam o maior amor, a consciência e a combatividade.
Resistiram a repressão e terror, com galhardia e dignidade.
São Mulheres Diamantinas, maravilhosas e obreiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Simbolizam um grande ideal, do direito da Liberdade.
Uma existência sem igual, de justiça como finalidade.
São Mulheres de disciplina, invencíveis nas trincheiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Simbolizam a Ternura, e também a Guevárica firmeza.
Enfrentaram a terrível tortura, com Ética e Nobreza.
São Mulheres Femininas, todas batalhadoras ordeiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Simbolizam a Fé do mundo, numa energia inabalável.
Convicção no mais profundo, e uma garra admirável.
São Mulheres Jacobinas, de representação verdadeira.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Simbolizam a Esperança, dum sonho digno a buscar.
Pros povos Bem Aventurança e compromisso de lutar.
São Mulheres Celestinas, e de Santas elas são herdeiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Simbolizam a imensidão, e a perspectiva para o amanhã.
Possibilidade de transformação, e de nascer nova cidadã.
São Mulheres Inquilinas, as mais Divinas Companheiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Simbolizam a História, no mais sublime da luta popular.
Guardiãs da memória, pra persistirmos no caminhar.
São Mulheres de Platina, são universais e primeiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Simbolizam o povo Latino, simbolizam a Humanidade.
Como poesia e como Hino, nos unindo em irmandade.
São Mulheres Heroínas, elas próprias são bandeiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Azuir Filho e Turmas: do Social da Unicamp e, de Amigos:
de Rocha Miranda, Rio, RJ e, de Mosqueiro, Belém, PA.
Se a história é "um profeta com os olhos voltados para trás", que não nos esqueçamos dos episódios mais sombrios das ditaduras na América Latina.
Neste sentido gostaria de homenagear todas as mães com um olhar sobre o potencial transformador que representam através do exemplo de luta das Mães da Praça de Maio.
O poema a seguir foi extraído do endereço http://www.overmundo.com.br/banco/maes-da-praca-de-maio em 09 de maio de 2010.
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Paula Goto
MÃES DA PRAÇA DE MAIO
Simbolizam o maior amor, a consciência e a combatividade.
Resistiram a repressão e terror, com galhardia e dignidade.
São Mulheres Diamantinas, maravilhosas e obreiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Simbolizam um grande ideal, do direito da Liberdade.
Uma existência sem igual, de justiça como finalidade.
São Mulheres de disciplina, invencíveis nas trincheiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Simbolizam a Ternura, e também a Guevárica firmeza.
Enfrentaram a terrível tortura, com Ética e Nobreza.
São Mulheres Femininas, todas batalhadoras ordeiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Simbolizam a Fé do mundo, numa energia inabalável.
Convicção no mais profundo, e uma garra admirável.
São Mulheres Jacobinas, de representação verdadeira.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Simbolizam a Esperança, dum sonho digno a buscar.
Pros povos Bem Aventurança e compromisso de lutar.
São Mulheres Celestinas, e de Santas elas são herdeiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Simbolizam a imensidão, e a perspectiva para o amanhã.
Possibilidade de transformação, e de nascer nova cidadã.
São Mulheres Inquilinas, as mais Divinas Companheiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Simbolizam a História, no mais sublime da luta popular.
Guardiãs da memória, pra persistirmos no caminhar.
São Mulheres de Platina, são universais e primeiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Simbolizam o povo Latino, simbolizam a Humanidade.
Como poesia e como Hino, nos unindo em irmandade.
São Mulheres Heroínas, elas próprias são bandeiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.
Azuir Filho e Turmas: do Social da Unicamp e, de Amigos:
de Rocha Miranda, Rio, RJ e, de Mosqueiro, Belém, PA.
sábado, 1 de maio de 2010
Dia do Trabalhador: trabalhar menos, para trabalhar todos
Pela oportunidade que tive de conhecer este tremendo cientista político em palestra recente sobre o seu novo livro, "Brasil, entre o Passado e o Futuro", é que rendo minhas homenagens aos muitos trabalhadores neste 1º de maio defendendo a bandeira da redução da jornada de trabalho e divulgando Emir Sader para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer este valioso pensador social.
Pelo reconhecimento do nosso valor no mundo do trabalho e pela apropriação coletiva dos benefícios propiciados pelo avanço tecnológico, que é gerado pelo conhecimento acumulado da sociedade, é que a redução da jornada de trabalho se torna uma necessidade para a própria existência de um mundo que se pretenda minimamente pautado dentro dos princípios de justiça social e sustentabilidade.
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Paula Goto
DIA DO TRABALHADOR: TRABALHAR MENOS, PARA TRABALHAR TODOS
Artigo de Emir Sader*
O capitalismo é o sistema econômico que mais transformou a face da humanidade até aqui – como o próprio Marx havia reconhecido no Manifesto Comunista. Porém, a estrutura central do capitalismo se articula pela separação entre os produtores da riqueza e os que se apropriam dela, entre os trabalhadores e os capitalistas.
Esse processo de alienação do trabalho – em que o trabalhador entrega a outro o produto do seu trabalho – percorre todo o processo produtivo e a vida social. O trabalhador não se reconhece no que produz, não decide o que vai produzir, com que ritmo vai produzir, qual o preço de venda do que ele produz, para quem ele vai produzir. Ele é vítima do trabalho alienado, que cruza toda a sociedade capitalista. Ele não se reconhece no produto do seu trabalho, assim como o capitalismo não reconhece o papel essencial do trabalhador na sociedade contemporânea.
A luta dos trabalhadores, ao longo dos últimos séculos foi a luta de resistência à exploração do trabalho. Esta se dá pela apropriação do valor do trabalho incorporado às mercadorias, que não é pago ao trabalhador e alimenta o processo de acumulação de capital.
Não por acaso o Primeiro de Maio, dia do Trabalhador, foi escolhido para recordar o massacre de trabalhadores em mobilização realizada em Chicago, pela redução da jornada de trabalho – uma das formas de busca de diminuição da taxa de exploração do trabalho.
Neste ano o tema central do Primeiro de Maio será o da diminuição da jornada de trabalho. A grande maioria da população vive do seu trabalho, acorda bem cedo, gasta muito tempo para chegar a seu local de trabalho, onde ficará a maior parte do seu dia, gastando muito tempo para retornar, cansada, apenas para recompor suas energias e retomar no dia seguinte o mesmo tipo de jornada. Para trabalhar de forma alienada e receber um salário que, em grande parte dos casos, não basta sequer para satisfazer suas necessidades básicas. Uma vida tão sacrificada produz todas as riquezas do país, embora não tenha o reconhecimento e a remuneração devida.
Só isso bastaria para que um dos objetivos nacionais devesse ser o da redução da jornada de trabalho. Que o desenvolvimento tecnológico não seja apropriado pelos grandes capitalistas para maximizar a taxa de lucro, mas reverta para a diminuição da jornada de trabalho, para o pleno emprego, para a melhoria das condições de trabalho da massa trabalhadora.
Que o Brasil conclua os dois mandatos de um trabalhador como presidente da República, diminuindo a jornada de trabalho
*Reproduzido do Blog do Emir no Sítio da Carta Maior (29/04/2010)
Pelo reconhecimento do nosso valor no mundo do trabalho e pela apropriação coletiva dos benefícios propiciados pelo avanço tecnológico, que é gerado pelo conhecimento acumulado da sociedade, é que a redução da jornada de trabalho se torna uma necessidade para a própria existência de um mundo que se pretenda minimamente pautado dentro dos princípios de justiça social e sustentabilidade.
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Paula Goto
DIA DO TRABALHADOR: TRABALHAR MENOS, PARA TRABALHAR TODOS
Artigo de Emir Sader*
O capitalismo é o sistema econômico que mais transformou a face da humanidade até aqui – como o próprio Marx havia reconhecido no Manifesto Comunista. Porém, a estrutura central do capitalismo se articula pela separação entre os produtores da riqueza e os que se apropriam dela, entre os trabalhadores e os capitalistas.
Esse processo de alienação do trabalho – em que o trabalhador entrega a outro o produto do seu trabalho – percorre todo o processo produtivo e a vida social. O trabalhador não se reconhece no que produz, não decide o que vai produzir, com que ritmo vai produzir, qual o preço de venda do que ele produz, para quem ele vai produzir. Ele é vítima do trabalho alienado, que cruza toda a sociedade capitalista. Ele não se reconhece no produto do seu trabalho, assim como o capitalismo não reconhece o papel essencial do trabalhador na sociedade contemporânea.
A luta dos trabalhadores, ao longo dos últimos séculos foi a luta de resistência à exploração do trabalho. Esta se dá pela apropriação do valor do trabalho incorporado às mercadorias, que não é pago ao trabalhador e alimenta o processo de acumulação de capital.
Não por acaso o Primeiro de Maio, dia do Trabalhador, foi escolhido para recordar o massacre de trabalhadores em mobilização realizada em Chicago, pela redução da jornada de trabalho – uma das formas de busca de diminuição da taxa de exploração do trabalho.
Neste ano o tema central do Primeiro de Maio será o da diminuição da jornada de trabalho. A grande maioria da população vive do seu trabalho, acorda bem cedo, gasta muito tempo para chegar a seu local de trabalho, onde ficará a maior parte do seu dia, gastando muito tempo para retornar, cansada, apenas para recompor suas energias e retomar no dia seguinte o mesmo tipo de jornada. Para trabalhar de forma alienada e receber um salário que, em grande parte dos casos, não basta sequer para satisfazer suas necessidades básicas. Uma vida tão sacrificada produz todas as riquezas do país, embora não tenha o reconhecimento e a remuneração devida.
Só isso bastaria para que um dos objetivos nacionais devesse ser o da redução da jornada de trabalho. Que o desenvolvimento tecnológico não seja apropriado pelos grandes capitalistas para maximizar a taxa de lucro, mas reverta para a diminuição da jornada de trabalho, para o pleno emprego, para a melhoria das condições de trabalho da massa trabalhadora.
Que o Brasil conclua os dois mandatos de um trabalhador como presidente da República, diminuindo a jornada de trabalho
*Reproduzido do Blog do Emir no Sítio da Carta Maior (29/04/2010)
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