quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Outro Banco do Brasil é possivel



O número de queixas contra os bancos voltou a subir em julho. De acordo com dados do ranking de instituições, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira 17, as reclamações registraram aumento de 1,32%. Ao todo, foram 618 casos no mês passado, considerando os estabelecimentos financeiras com mais de um milhão de clientes, contra 610 registrados um mês antes.

No sétimo mês do ano, o Banco do Brasil ocupou o primeiro lugar do ranking realizado pelo BC depois de ter sido liderada nos últimos dois anos pelo HSBC. O índice de reclamações foi de 0,62 a cada 100 mil pessoas. Na sequência vieram Itaú, Bradesco, HSBC e Santander.

Frente ao mesmo mês de 2009, o número de reclamações contra bancos também foi maior. Ainda considerando aqueles com mais de um milhão de clientes, as queixas contra as instituições bancárias aumentaram 14,45%, já que naquele mês o total de reclamações somou 540.

"O Banco do Brasil também é campeão em assédio moral e falta de condições de trabalho" destaca Pedro Loss

Outro Banco do Brasil é preciso. Pessoas em Primeiro Lugar.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

morte de bancário do BB no Rio após assédio moral

Ato público marca 7º dia da morte de bancário do BB no Rio após assédio moral

Ao meio-dia da última terça-feira, dia 10, o clima pesou na calçada em frente ao edifício SeDan, sede administrativa do BB no Rio de Janeiro. O Sindicato dos Bancários dos Rio fez um ato público para lembrar o 7º dia da morte de Luís Carlos Lyra, funcionário do banco que morreu do coração depois de ser descomissionado como punição por não cumprir as metas estabelecidas pelo banco.

Um esquete - dramático, fugindo do tradicional estilo bem-humorado - da Cia. de Emergência Teatral sobre sofrimento, perda e dedicação emocionou os presentes. Ao final da apresentação, funcionários do prédio e sindicalistas deixaram flores na fachada do prédio, em alusão à morte do bancário.

Solidários na adversidade

Entre os funcionários do SeDan presentes à manifestação, alguns tinham boas razões para ficarem alarmados. Está em curso uma reestruturação de departamentos do banco que está fazendo pairar sobre as cabeças dos empregados o pânico do descomissionamento.

Na Contadoria Geral - CoGer e na GeCoi - Gerência de controle Interno já houve casos de trabalhadores transferidos e descomissionados. Na CoGer, que já vinha sendo assombrada pelas mudanças, cinco funcionários já deixaram seus cargos: um se aposentou; outro, com dez anos de banco, deixou a empresa após passar em concurso público para a FINEP; e três foram trabal har na DTVM - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

As vagas deixadas por eles não foram preenchidas no Rio de Janeiro. "O banco havia acenado com a possibilidade de fazer um estudo e realizar a reestruturação num prazo de três anos. Mas, antes mesmo do estudo estar pronto, as mudanças já começaram. Estas três vagas foram transferidas para Brasília, onde vai se concentrar a operação da CoGer", informa Maurício Zanazi, empregado do departamento. Na GeCoi a situação também é difícil e já houve transferências para a rede de atendimento e para São Paulo.

Para os bancários, o prejuízo do descomissionamento não é só no contracheque de cada mês, mas também na renda futura. Além da redução salarial alterar o cálculo da aposentadoria pelo INSS, também afeta o saldo de contribuições do fundo de pensão do BB, a Previ.

Aos funcionários que ingressaram no banco antes de 1998, a situação é menos dramática já que, com o superávit do plano a que estão vinculados as contribuições foram suspensas temporariamente. Mas os pós-98, que ainda contribuem mensalmente, o impacto é significativo, já que o valor depositado no fundo é um percentual do salário

domingo, 1 de agosto de 2010

Um suicídio a cada 20 dias nos bancários

Extraído do sítio do Sindicato dos Bancários DF: http://www.bancariosdf.com.br/bancariosdf/index.php?option=com_content&task=view&id=4820&Itemid=81

Bancos abusam - um suicídio a cada 20 dias entre os bancários
06/10/2009
Reportagem publicada no site da UnB (www.unb.br) mostra resultados impressionantes de uma pesquisa entre bancários: em 10 anos, 181 pessoas que trabalhavam em bancos tiraram a própria vida. Pressão e assédio moral estão entre as causas. Leia, a seguir, a íntegra da reportagem.

Secretaria de Comunicação da UnB - Lorena Castro


Pesquisa inédita da UnB revela que, entre 1996 e 2005, 181 bancários cometeram suicídio. Uma média de um suicídio a cada 20 dias, segundo informações reunidas pelo Ministério da Saúde. “Eu quis verificar se um fator social – as pressões no ambiente de trabalho – poderia contribuir para desencadear transtornos mentais de tal gravidade que as pessoas perdiam a vontade de viver”, explica Marcelo Finazzi, mestre em Administração pela UnB e autor da dissertação Patologia da Solidão: o suicídio de bancários no contexto da nova organização do trabalho.

Dados obtidos junto a um grande banco mostraram que, entre 1995 e 2008, 32% dos afastamentos de bancários decorreram de doenças do tecido músculo esquelético, como as Ler/Dorts, transtornos diretamente correlacionados com problemas da organização do trabalho. Outros 23% apresentaram transtornos mentais. Outro estudo, encomendado por entidades de classe dos bancários em 2006, demonstrou que aproximadamente 18 mil profissionais do país sofriam, à época, ideação suicida (vontade de tirar a própria vida).

Marcelo associa a taxa de suicídios e doenças do trabalho às transformações ocorridas no mercado financeiro a partir da década de 1990. No período, 430 mil bancários foram demitidos no Brasil. Se antes os bancos tinham lucros com a inflação, após 1995 o papel do bancário mudou. “Ele passa a ser vendedor e consultor. As cobranças se acentuaram”, afirma. O vínculo estabelecido entre as empresas e o trabalhador muda bruscamente e passa a ser o de submissão.

ASSÉDIO MORAL - “As pessoas que antes faziam carreira nos bancos e se aposentavam nas empresas se deparam com um contexto em que seus empregos não estão mais garantidos”, declara o pesquisador. O custo para o trabalhador foi muito alto. Ele foi convidado a ser dono da própria carreira, em nome do lucro. Além de pressão por causa das demissões, começaram as violências, como as múltiplas formas de assédio moral.

Marcelo entrevistou ainda quatro bancários que estavam afastados do trabalho por conta de sérios transtornos mentais e a família de uma pessoa que se suicidou por razões profissionais. As perguntas tratavam de vivências positivas e negativas no trabalho. “Não queria tocar de imediato no suicídio, porque poderia induzi-los, mas eles estavam cientes das perguntas sobre temas difíceis. Consegui a confissão espontânea dos entrevistados”, reforça.

Os entrevistados e a família do suicida manifestaram, por conta própria, a correlação entre as violências vivenciadas no trabalho e a vontade de morrer. Segundo Marcelo, o suicídio é um assunto demasiadamente complexo para se fazer simples conexões lineares. “O trabalho apareceu como fator importante, mas não podemos descartar outros fatores, como questões genéticas, familiares, econômicas e sociais”, disse.

Para o autor, o estudo indica a necessidade de humanização das relações de trabalho nas empresas. “Falta o cumprimento da legislação trabalhista, metas de produção condizentes com a capacidade física e psicológica dos funcionários, assim como o treinamento dos gestores para lidar com os conflitos. O suicídio tem sido o desfecho trágico de muitos trabalhadores que sucumbem às violências do trabalho”, conclui.

Marcelo Finazzi é graduado e mestre em Administração na UnB.
Contato pelo email: marcelofinazzi@hotmail

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Usem a hashtag #Isonomia ...

Rumo à isonomia: Bancários do Rio Grande do Sul, da Caixa e do Banco do Brasil definem novas estratégias

A plenária deliberativa do 2º Encontro Estadual do RS pela Isonomia envolveu os participantes do evento em um profundo debate sobre os rumos que o movimento sindical deve seguir para a reconquista dos direitos suprimidos pelos bancos públicos federais.

o diretor do SindBancários e funcionário do BB, Pedro Loss, observou que os trabalhadores devem utilizar todas as ferramentas de comunicação disponíveis para massificar a luta pela isonomia. “Temos que usar a Internet, as mídias sociais e outras ferramentas como o Twitter para fazer pressão junto aos parlamentares pela aprovação do projeto 6259 e para mobilizar os bancários”.

O diretor da Fetrafi/RS, Devanir Camargo, propôs a realização de reuniões nos locais de trabalho, com a utilização de material de apoio como camisetas e bótons, a fim de mobilizar os bancários novos e antigos. “A luta pela isonomia não é uma disputa interna. Podemos unificar todos os bancários, tanto os novos quanto os antigos, que devem ter a compreensão de que as diferenças de direitos são ruins para ambas as partes. Podemos usar a conquista da jornada de 6h na Caixa como exemplo. Quando propusemos esta luta ela parecia um sonho distante, mas conseguimos atingir nosso objetivo”.

Veja as resoluções aprovadas pelo 2º Encontro Estadual pela Isonomia do RS:

1. Criação de um Comitê Estadual de Mobilização pela isonomia, que também irá fomentar o debate sobre o artigo 192 da Constituição Federal e a função dos bancos públicos.

2. Edição de uma carta de agradecimento aos parlamentares que participaram do Encontro;

3. Edição de uma carta oficial do Encontro que deverá ser encaminhada às entidades nacionais representativas dos bancários, Fenae e Contraf/CUT, para ressaltar a importância da mobilização pela isonomia em todo o país e da convocação de um encontro nacional aberto pela isonomia, de acordo com as resoluções aprovadas no Conecef.

4. Caso as entidades nacionais não convoquem o Encontro Nacional pela Isonomia para o mês de agosto, a Fetrafi-RS, SindBancários e APCEF/RS se propõem a buscar entidades parceiras em outros estados para organizar o evento, inclusive com a possibilidade de realização de eventos simultâneos em mais de um local.

5. Criação de um site específico para a luta da isonomia;

6. Mobilização via redes sociais: Orkut, Twitter, Facebook e Youtube para divulgar as ações executadas pelo movimento pela isonomia nos bancos públicos federais;
Usem a hashtag #Isonomia

7. Elaboração de uma cartilha específica sobre o tema. Usem a hashtag #Isonomia

sábado, 10 de julho de 2010

Aprovado PL Isonomia na Comissão de Trabalho

Pessoal,

A nossa mobilização fez a diferença para que pudéssemos avançar com o Projeto de Lei da Isonomia. Ele foi aprovado na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) em sua última sessão, no dia 07/07/2010.

Agora ele segue para a Comissão de Finanças e Tributação, depois para a Comissão de Constituição e Justiça. Se não houver recurso para ser levado a Plenário, ele seguirá direto para ser sancionado pelo presidente Lula.

"Todos juntos somos fortes" e temos a certeza de que aprendendo e ensinando estamos construindo uma nova história para nós e para os que virão!

Um forte abraço!

Paula Goto

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dia da Isonomia mobiliza o Espírito Santo

Funcionários da agência Itaparica...... Funcionários da agência Glória


Vestindo a camiseta da campanha “2010: O ano da Isonomia”, os bancários do Espírito Santo mostraram mais uma vez a sua vontade de conquistar igualdade de direitos. A mobilização faz parte do calendário aprovado no Encontro Estadual dos Bancários pós 98. O primeiro “Dia D” foi realizado dia 21 de maio e contou com um total aproximado de quatrocentos bancários vestindo a camiseta. Hoje, segunda data de mobilização, quase mil camisas tinham sido vendidas nas agências do BB e da Caixa.
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A utilização da camiseta será mensal, sempre na sexta-feira mais próxima ao dia 20. Além dessa ação visual, outras atividades estão sendo realizadas, como a utilização de botons, coleta de assinaturas em prol da aprovação do Projeto de Lei 6.259/2005 e uma edição especial do Correio Bancário sobre Isonomia.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

" PROJETO VISÃO DE LIBERDADE VAI ATENDER DEFICIENTES VISUAIS DA ÁFRICA"

Os materias feito por detentos da Penitênciária de Maringá agora vão atender também deficientes visuais de Guiné-Bissau na África.
Padre Jeferson Batista da Cruz da Paróquia Santo Cura D'ars de Paiçandu, juntamente com  Rosinéia Diana Balbino, fizeram a ponte e a partir de agora serão encaminhado os materiais para atender os africanos.
É com muita alegria que comemoramos mais essa vitória.
O projeto Visão de Liberdade foi contemplado no mês de janeiro/2010 com o repasse de R$ 30 mil da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB).
Há quase seis anos, o projeto Visão da Liberdade possibilita que os internos da Penitenciária Estadual de Maringá desenvolvam materiais de apoio para os deficientes visuais. Por meio do projeto são digitados livros em braile, produzidos material em relevo, pré-bengalas para crianças e o livro falado.