quinta-feira, 19 de maio de 2011


O projeto de lei nº 6259/2005, de autoria do ex-deputado Inácio Arruda (PCdoB-CE), conhecido como PL da #Isonomia, volta a tramitar na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara Federal. Foi designado novo relator, que é o deputado André Vargas (PT-PR), no twitter o perfil dele é o @andrevargas13 !

A iniciativa havia sido arquivada juntamente com outras 9.268 proposições no dia 28 de janeiro por conta do término da 53ª legislatura, atendendo ao artigo 105 do Regimento Interno da Câmara, que prevê esse destino para todas as proposições não aprovadas.

O projeto já tinha sido desarquivado pela Câmara no dia 18 de fevereiro, após pedido do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), co-autor do projeto, em requerimento apresentado no dia 8 de fevereiro.

O PL nº 6259/2005 dispõe sobre a isonomia salarial, benefícios e vantagens dos empregados do Banco do Brasil S/A, da Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste S/A e Banco da Amazônia S/A, ingressos a partir das Resoluções nº 9 e nº 10, de 8 de outubro de 1996, do Conselho de Coordenação e Controle das Estatais - CCE /DEST.

Os projetos, quando arquivados, já haviam recebido parecer favorável do relator na CFT, deputado federal Osmar Júnior (PC do B-PI). Após aprovação da CFT, o projeto será encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça e, depois de aprovado, remetido para o Senado. Caso sejam acrescentadas emendas, o projeto retorna à Câmara para a aprovação final.

Luta do movimento #Isonomia

A restituição da isonomia de tratamento entre todos os empregados é uma luta antiga dos trabalhadores dos bancos públicos. Os trabalhadores que ingressaram nos bancos federais a partir de 30 de maio de 1995 perderam uma série de direitos em relação aos antigos funcionários, por força das resoluções nº 09 (de maio de 95) e nº 10 (outubro de 96) do Conselho de Coordenação e Controle das Estatais (CCE/Dest).

Isto porque eles ingressaram em condições desfavoráveis em comparação com os empregados mais antigos e foram enquadrados em tabelas salariais achatadas, com perda de direitos como licença-prêmio e Adicional por Tempo de Serviço (ATS), conhecido como anuênio.

Vários direitos cortados no período já foram resgatados pelas lutas e greves dos bancários a partir de 2003. Na Caixa, por exemplo, os contratados desde 1998 foram registrados como técnicos bancários, sem direito a uma série de benefícios concedidos aos demais trabalhadores. No entanto, com a força da mobilização, os bancários já reconquistaram direitos, como Apip de cinco dias, parcelamento de férias em dez vezes, o novo Plano de Cargos e Salários (PCS), Saúde Caixa e o novo plano da Funcef. Agora, falta ainda conquistar o anuênio/ATS e a licença-prêmio.

Também no Banco do Brasil, BNB e Banco da Amazônia, os trabalhadores conquistaram vários direitos que haviam sido retirados no governo FHC.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ontem, dia 23/03, quarta-feira, o presidente da Comissão de Finanças e Tributação (CFT), deputado Cláudio Puty (PT/PA) designou o dep. André Vargas (PT/PR) para ser o novo relator do Projeto de Lei (PL) nº 6.259, de 2005, que “dispõe sobre a isonomia salarial dos empregados do Banco do Brasil S/A, da Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste S/A e Banco da Amazônia S/A”.

O novo relator substituirá o dep. Osmar Júnior (PCdoB/PI) que apresentou parecer favorável em 2010, na legislatura anterior.
O PL estende, de forma definitiva, aos novos empregados das instituições financeiras públicas federais, os mesmos direitos dos empregados antigos, constantes nos planos de cargos e salários.

O dep. André Vargas deverá adequar seu parecer a Lei Orçamentária de 2011 e opinar sobre o mérito da matéria. Se for aprovado na Comissão de Finanças, seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). O projeto dispensa apreciação do Plenário da Câmara, assim, uma vez aprovado na CCJC, será enviado imediatamente ao Senado.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Não se pode pensar em democracia prescindindo a igualdade.

Desde o século XVIII, após a Revolução Francesa,com as declarações de direitos humanos, os sistemas jurídicos foram direcionados gradativamente a conceberem todos os homens como iguais independentemente de qualquer condição, tais como cor, sexo, idade e pensamento político.

Atacando a concessão de privilégios e distinções, o Princípio da Isonomia limitaria o poder público na elaboração de seus atos políticos, possibilitando a redução das desigualdades sociais e conferindo aos cidadãos a legitimidade de invocá-lo
sempre que se encontrarem em situações de desvantagem.

Esse princípio constitucional sempre foi interpretado pelo pensamento liberal-burguês dos governantes, que inúmeras vezes ignoraram, distorceram e criaram brechas para contornar a igualdade em prol de vantagens políticas e econômicas.

Isso se deu e se dá através da perseguição e exclusão das minorias ou da subvalorização do trabalho de determinados grupos em detrimento de outros, mesmo que exercendo as mesmas funções.

Como resultado, vimos reflexos historicamente estarrecedores de segregação racial e religiosa, e ainda hoje lidamos com episódios rotineiros de discriminação quanto ao sexo, idade e condição sócio-econômica.

No Brasil, a ofensiva neoliberal dirigida aos trabalhadores na década de 1990 implicou duras derrotas à categoria bancária. Enquanto a reestruturação produtiva
intensificava a exploração e diminuía os postos de trabalho, a flexibilização
das leis trabalhistas se encarregava da retirada de direitos em favor do
capital.

Nos bancos públicos, a ofensiva contra a igualdade dos bancários se intensifica a partir da publicação - por parte do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais - das resoluções nº10 de 1995 e nº09 de 1996.

Os trabalhadores que ingressaram após essa data no Banco do Brasil, Caixa, BNB, Basa e Casa da Moeda perderam uma série de direitos em relação aos antigos empregados e foram enquadrados em tabelas salarias achatadas.

A partir desse momento, conquistas históricas dos bancários passaram a ser ignoradas pelas instituições financeiras públicas, num grande passo para trás nos processos sociais do país.

Mas também é imediatamente após a publicação das resoluções que começamos nossa luta. E em 2011, o Ano da Isonomia, estamos a um passo de reverter essa afronta à igualdade prevista na Constituição.

O Projeto de Lei nº6259/2005 está finalmente em pauta em Brasilia e pretende encerrar quase duas décadas de injustiça.

O QUE DIZ A CONSTITUIÇAO:

Caput do art. 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:”

Inciso XLI: “a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;”

Caput do art. 7º: “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:”

Inciso XXX: “proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admde admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;”

bora mobilizar, a luta, é de todos!

aquele abraço!
@Pedro_Loss

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Isonomia – Uma Luta de Todos

O aviltamento dos direitos dos nossos colegas de trabalho mais novos é um ataque a toda nossa categoria.

Não pense que essa luta não é sua!

A precarização das condições de trabalho para os novos ingressantes representa a deterioração das relações de trabalho, e pode indicar o caminho para perdas futuras entre bancários de instituições públicas.

Então, mobilize-se! Entenda o que está acontecendo com os trabalhadores e trabalhadoras do Banco do Brasil, da CEF e outros.

Essa é mais que uma luta pela isonomia entre bancários; a reconquista
dos direitos dos bancários(as) é um importante passo na luta pela democracia.

25 anos de ANABB e os Pós-98

Hoje, 20 de fevereiro de 2011, a ANABB completa 25 anos de existência. Juntamente com as demais entidades do funcionalismo do BB, foram anos de luta, resistência e contratempos.
Uma entidade que nasceu para defender o Banco do Brasil como Banco Público Federal e como tal promotor do desenvolvimento e, acima de tudo, para defender os interesses do seu funcionalismo e fortalecer a cultura associativista.
Para os mais novos funcionários do BB, os pós-98, assim orgulhosamente auto-denominados pela força política conquistada na luta pela isonomia de direitos entre os funcionários pré e pós-98, a ANABB precisa responder às suas demandas para se fazer presente nas nossas vidas preenchendo as nossas reais necessidades.
Unindo a experiência dos mais velhos à rebeldia transformadora dos mais jovens, nós, pós-98, precisamos ser ouvidos em nossas multiplicidades para que a entidade de fato possa nos representar em nossos anseios.
Iguais na mesma paixão pelo que a cultura associativista convencionou chamar de família Banco do Brasil, somos diferentes em direitos. Pós-98 fomos denominados para dar força política às nossas bandeiras e em substituição ao pejorativo termo "genéricos", como nos chamavam quando ingressaram as primeiras gerações de pós-98 no BB.
Sim, para nós a reconquista de direitos em nosso plano de carreira é uma bandeira fundamental e onde ela não estiver presente não nos sentimos plenamente representados. E a luta verdadeiramente é construída no cotidiano, como uma opção permanente até se conquistar os objetivos propostos.
E enquanto não tivermos incorporados ao nosso plano de carreira, férias de 35 dias, licença-prêmio, PAS, abonos e valorização dos VPs aos níveis praticados anteriormente às resoluções que deram origem às diferenciações entre pré e pós-98 a luta pela isonomia será travada e a luta pelos direitos dos pós-98 será uma luta pela valorização da própria categoria, que se incorporará ao seu histórico de conquistas ao longo dos anos.
Hoje a ANABB conta em seu quadro com um percentual minoritário de associados pós-98. Para que os mais novos funcionários possam estar à frente dos próximos 25 anos da ANABB, é preciso que a entidade responda verdadeiramente aos seus anseios.
Ao mesmo tempo, o ingresso dos pós-98 na entidade traz força política ao segmento para a priorização de suas bandeiras dentre as várias atividades da ANABB.
Por este motivo, reforçamos a importância da participação dos pós-98 nas entidades e na Associação Nacional de Funcionários do Banco do Brasil, para que a nossa voz ecoe em mais alto e bom tom em todos os espaços!
Parabéns à associação pelos 25 anos. Aqui rendo minhas homenagens aos mais antigos funcionários e convido os mais novos funcionários a construírem os próximos 25!
Um forte abraço!

Paula Goto
Coordenadora do GT ISONOMIA: Novos Bancários, Pós-98 e Bancos Incorporados na ANABB

(44) 3305-8255

sábado, 19 de fevereiro de 2011

desarquivado o PL da #isonomia

Foi desarquivado o PL da #Isonomia 6259/2005. Com isso o projeto, elaborado pelo atual senador Inácio Arruda – naquela época deputado federal – e pelo deputado federal, Daniel Almeida (PCdoB/CE) voltará a tramitar na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara Federal.


O PL 6259/2005, também conhecido como projeto da #isonomia, determina a isonomia salarial, benefícios e vantagens para empregados do Banco do Brasil S/A, da Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste S/A e Banco da Amazônia S/A, ingressos a partir da Resoluções n 9, de 30 de maio de 1995, e n 10, de 08 de outubro de 1996, do Conselho de Coordenação e Controle das Estatais - CCE /DEST.

Colegas, este tem que ser o ano da isonomia, cobre de seu Sindicato, fale com seus dirigentes para que a pressão aumente. Vamos fazer uma grande mobilização no Congresso Nacional, e nas redes sociais também, é uma nova forma que temos para pressionar os bancos contra este abuso e desrespeito com os trabalhadores! Isonomia já!

A luta é de TODOS!

aquele abraço!

@Pedro_Loss

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

parecer favorável

O deputado Osmar Júnior (PCdoB-PI), que é relator do PL que trata da isonomia salarial, benefícios e vantagens dos empregados do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia, ingressos a partir da Resolução nº 9, de 30 de maio de 1995, e nº 10, de 08 de outubro de 1996, do Conselho de Coordenação e Controle das Estatais - CCE /DEST, na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), na Câmara Federal, está elaborando o parecer – favorável, e a perspectiva é de que seja submetido aos demais integrantes da Comissão ainda em novembro.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Reunião com relator do PL da Isonomia

Diretores da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste se reúnem nesta terça-feira, em Brasília, com o deputado Osmar Júnior (PCdoB-PI), relator, na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara Federal, do projeto de lei que restitui a isonomia nos bancos públicos.

O encontro é muito importante para mostrar a relevância que a questão da isonomia tem na vida dos funcionários do BNB, Banco do Brasil, Caixa, Banco da Amazônia, Casa da Moeda.

De autoria do então deputado federal Inácio Arruda (PCdoB-CE) e de Daniel Almeida (PCdoB-BA), o PL restitui a isonomia salarial, de benefícios e de vantagens entre os empregados que ingressaram antes e após 1998 nos bancos públicos. O texto já foi aprovado na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) e, caso seja aprovada nas comissões de Finanças e Tributação e na de Constituição e Justiça, entrará em vigor sem necessidade de votação em plenário

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

@Isonomia_ja

A luta pela isonomia nos bancos públicos federais surgiu após a publicação das resoluções nº 10, de 1995, e nº 09, de 1996, publicadas pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais - DEST. Com isso, os trabalhadores que ingressaram após esta data no Banco do Brasil, Caixa, BNB, Basa e Casa da Moeda perderam uma série de direitos.

A retirada de direitos faz parte da lógica de mercado neoliberal e as resoluções do DEST, feitas em um contexto de grande ataque aos trabalhadores em nosso país, afrontam o princípio da igualdade, essencial para o respeito ao (a) trabalhador (a).
É preciso sair da defensiva e reaver o que foi conquistado com muita luta, exigindo que o governo federal se posicione e faça com que os bancos públicos sirvam de exemplo no que diz respeito ao tratamento aos trabalhadores. Está na hora de construirmos um grande movimento nacional pela Isonomia, bandeira fundamental de todos os bancários do BB, Caixa, BNB e BASA para fortalecer os bancos públicos, instrumentos essenciais para o desenvolvimento do país.

O PL da Isonomia (PL 6259), de autoria dos deputados federais Daniel Almeida (PCdoB/Ba) e Inácio Arruda (hoje senador pelo PCdoB/CE), já foi aprovado na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara Federal e está na Comissão de Finanças e Tributação, cujo presidente, deputado Pepe vargas (PT/RS) já se comprometeu a apoiar o projeto.

Fale com seu sindicato! Dialogue e solicite a realização de encontros e atividades de mobilização! Precisamos que no Brasil inteiro tenhamos na ponta da língua o grito: Isonomia Já!

sábado, 28 de agosto de 2010

28 de Agosto, Dia d@ Bancári@

Colegas,

Gostaria de parabenizar a todos nós pelo nosso dia!

E, perante toda a realidade que estamos vivenciando no mundo do trabalho, aproveitar para lembrarmos que esta é uma data de luta, que visa homenagear os grevistas de 1951, que orgulhosamente encamparam as bandeiras da categoria, participando da greve que seria histórica.

Muito temos para lutar, exigindo a equiparação de direitos e o avanço dos direitos, com a elevação do piso salarial, aumentos reais, um plano de carreira que valorize o bancário ao longo do tempo em que se dedica à empresa, valorização da mulher, inclusão das pessoas com deficiência em todas as instâncias e política de combate ao racismo e à homofobia não somente na questão macro da cultura organizacional da empresa como no cotidiano das relações no ambiente de trabalho, promovendo uma verdadeira cultura da diversidade.

Vamos seguir lutando e fortalecendo a categoria e a classe trabalhadora!

Um forte abraço!

Paula Goto

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Gaúchos e Catarinenses promovem Encontro pela Isonomia dia 11 de setembro

Gaúchos e Catarinenses promovem Encontro pela Isonomia dia 11 de setembro


Seguindo as deliberações do II Encontro Estadual pela Isonomia e buscando contribuir para a criação de um grande movimento nacional pela aprovação do PL 6229 e reparar uma injustiça que já dura 12 anos, a APCEF/RS, ao lado da APCEF/SC, Fetrafi-RS e SindBancários, convida para um grande Encontro Interestadual pela Isonomia. O evento será realizado no dia 11 de setembro (sábado) em Florianópolis.

O encontro unirá empregados da Caixa e do BB pela igualdadade de direitos.

Outro Banco do Brasil é possivel



O número de queixas contra os bancos voltou a subir em julho. De acordo com dados do ranking de instituições, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira 17, as reclamações registraram aumento de 1,32%. Ao todo, foram 618 casos no mês passado, considerando os estabelecimentos financeiras com mais de um milhão de clientes, contra 610 registrados um mês antes.

No sétimo mês do ano, o Banco do Brasil ocupou o primeiro lugar do ranking realizado pelo BC depois de ter sido liderada nos últimos dois anos pelo HSBC. O índice de reclamações foi de 0,62 a cada 100 mil pessoas. Na sequência vieram Itaú, Bradesco, HSBC e Santander.

Frente ao mesmo mês de 2009, o número de reclamações contra bancos também foi maior. Ainda considerando aqueles com mais de um milhão de clientes, as queixas contra as instituições bancárias aumentaram 14,45%, já que naquele mês o total de reclamações somou 540.

"O Banco do Brasil também é campeão em assédio moral e falta de condições de trabalho" destaca Pedro Loss

Outro Banco do Brasil é preciso. Pessoas em Primeiro Lugar.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

morte de bancário do BB no Rio após assédio moral

Ato público marca 7º dia da morte de bancário do BB no Rio após assédio moral

Ao meio-dia da última terça-feira, dia 10, o clima pesou na calçada em frente ao edifício SeDan, sede administrativa do BB no Rio de Janeiro. O Sindicato dos Bancários dos Rio fez um ato público para lembrar o 7º dia da morte de Luís Carlos Lyra, funcionário do banco que morreu do coração depois de ser descomissionado como punição por não cumprir as metas estabelecidas pelo banco.

Um esquete - dramático, fugindo do tradicional estilo bem-humorado - da Cia. de Emergência Teatral sobre sofrimento, perda e dedicação emocionou os presentes. Ao final da apresentação, funcionários do prédio e sindicalistas deixaram flores na fachada do prédio, em alusão à morte do bancário.

Solidários na adversidade

Entre os funcionários do SeDan presentes à manifestação, alguns tinham boas razões para ficarem alarmados. Está em curso uma reestruturação de departamentos do banco que está fazendo pairar sobre as cabeças dos empregados o pânico do descomissionamento.

Na Contadoria Geral - CoGer e na GeCoi - Gerência de controle Interno já houve casos de trabalhadores transferidos e descomissionados. Na CoGer, que já vinha sendo assombrada pelas mudanças, cinco funcionários já deixaram seus cargos: um se aposentou; outro, com dez anos de banco, deixou a empresa após passar em concurso público para a FINEP; e três foram trabal har na DTVM - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

As vagas deixadas por eles não foram preenchidas no Rio de Janeiro. "O banco havia acenado com a possibilidade de fazer um estudo e realizar a reestruturação num prazo de três anos. Mas, antes mesmo do estudo estar pronto, as mudanças já começaram. Estas três vagas foram transferidas para Brasília, onde vai se concentrar a operação da CoGer", informa Maurício Zanazi, empregado do departamento. Na GeCoi a situação também é difícil e já houve transferências para a rede de atendimento e para São Paulo.

Para os bancários, o prejuízo do descomissionamento não é só no contracheque de cada mês, mas também na renda futura. Além da redução salarial alterar o cálculo da aposentadoria pelo INSS, também afeta o saldo de contribuições do fundo de pensão do BB, a Previ.

Aos funcionários que ingressaram no banco antes de 1998, a situação é menos dramática já que, com o superávit do plano a que estão vinculados as contribuições foram suspensas temporariamente. Mas os pós-98, que ainda contribuem mensalmente, o impacto é significativo, já que o valor depositado no fundo é um percentual do salário

domingo, 1 de agosto de 2010

Um suicídio a cada 20 dias nos bancários

Extraído do sítio do Sindicato dos Bancários DF: http://www.bancariosdf.com.br/bancariosdf/index.php?option=com_content&task=view&id=4820&Itemid=81

Bancos abusam - um suicídio a cada 20 dias entre os bancários
06/10/2009
Reportagem publicada no site da UnB (www.unb.br) mostra resultados impressionantes de uma pesquisa entre bancários: em 10 anos, 181 pessoas que trabalhavam em bancos tiraram a própria vida. Pressão e assédio moral estão entre as causas. Leia, a seguir, a íntegra da reportagem.

Secretaria de Comunicação da UnB - Lorena Castro


Pesquisa inédita da UnB revela que, entre 1996 e 2005, 181 bancários cometeram suicídio. Uma média de um suicídio a cada 20 dias, segundo informações reunidas pelo Ministério da Saúde. “Eu quis verificar se um fator social – as pressões no ambiente de trabalho – poderia contribuir para desencadear transtornos mentais de tal gravidade que as pessoas perdiam a vontade de viver”, explica Marcelo Finazzi, mestre em Administração pela UnB e autor da dissertação Patologia da Solidão: o suicídio de bancários no contexto da nova organização do trabalho.

Dados obtidos junto a um grande banco mostraram que, entre 1995 e 2008, 32% dos afastamentos de bancários decorreram de doenças do tecido músculo esquelético, como as Ler/Dorts, transtornos diretamente correlacionados com problemas da organização do trabalho. Outros 23% apresentaram transtornos mentais. Outro estudo, encomendado por entidades de classe dos bancários em 2006, demonstrou que aproximadamente 18 mil profissionais do país sofriam, à época, ideação suicida (vontade de tirar a própria vida).

Marcelo associa a taxa de suicídios e doenças do trabalho às transformações ocorridas no mercado financeiro a partir da década de 1990. No período, 430 mil bancários foram demitidos no Brasil. Se antes os bancos tinham lucros com a inflação, após 1995 o papel do bancário mudou. “Ele passa a ser vendedor e consultor. As cobranças se acentuaram”, afirma. O vínculo estabelecido entre as empresas e o trabalhador muda bruscamente e passa a ser o de submissão.

ASSÉDIO MORAL - “As pessoas que antes faziam carreira nos bancos e se aposentavam nas empresas se deparam com um contexto em que seus empregos não estão mais garantidos”, declara o pesquisador. O custo para o trabalhador foi muito alto. Ele foi convidado a ser dono da própria carreira, em nome do lucro. Além de pressão por causa das demissões, começaram as violências, como as múltiplas formas de assédio moral.

Marcelo entrevistou ainda quatro bancários que estavam afastados do trabalho por conta de sérios transtornos mentais e a família de uma pessoa que se suicidou por razões profissionais. As perguntas tratavam de vivências positivas e negativas no trabalho. “Não queria tocar de imediato no suicídio, porque poderia induzi-los, mas eles estavam cientes das perguntas sobre temas difíceis. Consegui a confissão espontânea dos entrevistados”, reforça.

Os entrevistados e a família do suicida manifestaram, por conta própria, a correlação entre as violências vivenciadas no trabalho e a vontade de morrer. Segundo Marcelo, o suicídio é um assunto demasiadamente complexo para se fazer simples conexões lineares. “O trabalho apareceu como fator importante, mas não podemos descartar outros fatores, como questões genéticas, familiares, econômicas e sociais”, disse.

Para o autor, o estudo indica a necessidade de humanização das relações de trabalho nas empresas. “Falta o cumprimento da legislação trabalhista, metas de produção condizentes com a capacidade física e psicológica dos funcionários, assim como o treinamento dos gestores para lidar com os conflitos. O suicídio tem sido o desfecho trágico de muitos trabalhadores que sucumbem às violências do trabalho”, conclui.

Marcelo Finazzi é graduado e mestre em Administração na UnB.
Contato pelo email: marcelofinazzi@hotmail

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Usem a hashtag #Isonomia ...

Rumo à isonomia: Bancários do Rio Grande do Sul, da Caixa e do Banco do Brasil definem novas estratégias

A plenária deliberativa do 2º Encontro Estadual do RS pela Isonomia envolveu os participantes do evento em um profundo debate sobre os rumos que o movimento sindical deve seguir para a reconquista dos direitos suprimidos pelos bancos públicos federais.

o diretor do SindBancários e funcionário do BB, Pedro Loss, observou que os trabalhadores devem utilizar todas as ferramentas de comunicação disponíveis para massificar a luta pela isonomia. “Temos que usar a Internet, as mídias sociais e outras ferramentas como o Twitter para fazer pressão junto aos parlamentares pela aprovação do projeto 6259 e para mobilizar os bancários”.

O diretor da Fetrafi/RS, Devanir Camargo, propôs a realização de reuniões nos locais de trabalho, com a utilização de material de apoio como camisetas e bótons, a fim de mobilizar os bancários novos e antigos. “A luta pela isonomia não é uma disputa interna. Podemos unificar todos os bancários, tanto os novos quanto os antigos, que devem ter a compreensão de que as diferenças de direitos são ruins para ambas as partes. Podemos usar a conquista da jornada de 6h na Caixa como exemplo. Quando propusemos esta luta ela parecia um sonho distante, mas conseguimos atingir nosso objetivo”.

Veja as resoluções aprovadas pelo 2º Encontro Estadual pela Isonomia do RS:

1. Criação de um Comitê Estadual de Mobilização pela isonomia, que também irá fomentar o debate sobre o artigo 192 da Constituição Federal e a função dos bancos públicos.

2. Edição de uma carta de agradecimento aos parlamentares que participaram do Encontro;

3. Edição de uma carta oficial do Encontro que deverá ser encaminhada às entidades nacionais representativas dos bancários, Fenae e Contraf/CUT, para ressaltar a importância da mobilização pela isonomia em todo o país e da convocação de um encontro nacional aberto pela isonomia, de acordo com as resoluções aprovadas no Conecef.

4. Caso as entidades nacionais não convoquem o Encontro Nacional pela Isonomia para o mês de agosto, a Fetrafi-RS, SindBancários e APCEF/RS se propõem a buscar entidades parceiras em outros estados para organizar o evento, inclusive com a possibilidade de realização de eventos simultâneos em mais de um local.

5. Criação de um site específico para a luta da isonomia;

6. Mobilização via redes sociais: Orkut, Twitter, Facebook e Youtube para divulgar as ações executadas pelo movimento pela isonomia nos bancos públicos federais;
Usem a hashtag #Isonomia

7. Elaboração de uma cartilha específica sobre o tema. Usem a hashtag #Isonomia

sábado, 10 de julho de 2010

Aprovado PL Isonomia na Comissão de Trabalho

Pessoal,

A nossa mobilização fez a diferença para que pudéssemos avançar com o Projeto de Lei da Isonomia. Ele foi aprovado na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) em sua última sessão, no dia 07/07/2010.

Agora ele segue para a Comissão de Finanças e Tributação, depois para a Comissão de Constituição e Justiça. Se não houver recurso para ser levado a Plenário, ele seguirá direto para ser sancionado pelo presidente Lula.

"Todos juntos somos fortes" e temos a certeza de que aprendendo e ensinando estamos construindo uma nova história para nós e para os que virão!

Um forte abraço!

Paula Goto

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dia da Isonomia mobiliza o Espírito Santo

Funcionários da agência Itaparica...... Funcionários da agência Glória


Vestindo a camiseta da campanha “2010: O ano da Isonomia”, os bancários do Espírito Santo mostraram mais uma vez a sua vontade de conquistar igualdade de direitos. A mobilização faz parte do calendário aprovado no Encontro Estadual dos Bancários pós 98. O primeiro “Dia D” foi realizado dia 21 de maio e contou com um total aproximado de quatrocentos bancários vestindo a camiseta. Hoje, segunda data de mobilização, quase mil camisas tinham sido vendidas nas agências do BB e da Caixa.
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A utilização da camiseta será mensal, sempre na sexta-feira mais próxima ao dia 20. Além dessa ação visual, outras atividades estão sendo realizadas, como a utilização de botons, coleta de assinaturas em prol da aprovação do Projeto de Lei 6.259/2005 e uma edição especial do Correio Bancário sobre Isonomia.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

" PROJETO VISÃO DE LIBERDADE VAI ATENDER DEFICIENTES VISUAIS DA ÁFRICA"

Os materias feito por detentos da Penitênciária de Maringá agora vão atender também deficientes visuais de Guiné-Bissau na África.
Padre Jeferson Batista da Cruz da Paróquia Santo Cura D'ars de Paiçandu, juntamente com  Rosinéia Diana Balbino, fizeram a ponte e a partir de agora serão encaminhado os materiais para atender os africanos.
É com muita alegria que comemoramos mais essa vitória.
O projeto Visão de Liberdade foi contemplado no mês de janeiro/2010 com o repasse de R$ 30 mil da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB).
Há quase seis anos, o projeto Visão da Liberdade possibilita que os internos da Penitenciária Estadual de Maringá desenvolvam materiais de apoio para os deficientes visuais. Por meio do projeto são digitados livros em braile, produzidos material em relevo, pré-bengalas para crianças e o livro falado.

sábado, 8 de maio de 2010

Mães da Praça de Maio: Uma homenagem a todas as mães

As lutas diárias de todas as mães são tantas que são difíceis palavras para exprimí-las. Mas nada deve ser mais dolorido do que o desaparecimento de um filho, ainda mais quando sobre este desaparecimento pairam suspeitas de tortura e assassinato sob a égide do próprio Estado.

Se a história é "um profeta com os olhos voltados para trás", que não nos esqueçamos dos episódios mais sombrios das ditaduras na América Latina.

Neste sentido gostaria de homenagear todas as mães com um olhar sobre o potencial transformador que representam através do exemplo de luta das Mães da Praça de Maio.

O poema a seguir foi extraído do endereço http://www.overmundo.com.br/banco/maes-da-praca-de-maio em 09 de maio de 2010.
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Paula Goto



MÃES DA PRAÇA DE MAIO

Simbolizam o maior amor, a consciência e a combatividade.
Resistiram a repressão e terror, com galhardia e dignidade.
São Mulheres Diamantinas, maravilhosas e obreiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.

Simbolizam um grande ideal, do direito da Liberdade.
Uma existência sem igual, de justiça como finalidade.
São Mulheres de disciplina, invencíveis nas trincheiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.

Simbolizam a Ternura, e também a Guevárica firmeza.
Enfrentaram a terrível tortura, com Ética e Nobreza.
São Mulheres Femininas, todas batalhadoras ordeiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.

Simbolizam a Fé do mundo, numa energia inabalável.
Convicção no mais profundo, e uma garra admirável.
São Mulheres Jacobinas, de representação verdadeira.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.

Simbolizam a Esperança, dum sonho digno a buscar.
Pros povos Bem Aventurança e compromisso de lutar.
São Mulheres Celestinas, e de Santas elas são herdeiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.

Simbolizam a imensidão, e a perspectiva para o amanhã.
Possibilidade de transformação, e de nascer nova cidadã.
São Mulheres Inquilinas, as mais Divinas Companheiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.

Simbolizam a História, no mais sublime da luta popular.
Guardiãs da memória, pra persistirmos no caminhar.
São Mulheres de Platina, são universais e primeiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.

Simbolizam o povo Latino, simbolizam a Humanidade.
Como poesia e como Hino, nos unindo em irmandade.
São Mulheres Heroínas, elas próprias são bandeiras.
Na Praça de Maio na Argentina, Santas Mães Guerreiras.

Azuir Filho e Turmas: do Social da Unicamp e, de Amigos:
de Rocha Miranda, Rio, RJ e, de Mosqueiro, Belém, PA.